Em comemoração a Semana Gaúcha pela Doação de Órgãos e Tecidos, que ocorreu nesta primeira semana do mes de outubro, foi lançado o livro “Doando Vida” com a presença de mais de cem pessoas que circularam pela Letras & Cia – Livraria Café, na rua Osvaldo Aranha 444. Houve a participação de muitos voluntários reprentando a entidade. Ao som da flauta transversa de Martin Elbern, os autógrafos foram distribuidos com muito carinho e assinadas por três dos cinco fotógrafos, Júlio Appel, Marta Morales e Walter Karwatzki, acompanhados de Claudia Cardoso que escreveu um dos textos.
LIVRO “DOANDO VIDA” INCENTIVA A DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS
A fotografia é utilizada por cinco fotógrafos de Porto Alegre (RS) para fomentar uma mudança cultural na sociedade brasileira sobre a questão da doação de órgãos e tecidos. A parceria dos fotógrafos Elda Franco, Júlio Appel, Maria Clara Adams, Marta Morales e Walter Karwatzki com a instituição VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, que abriga pacientes de baixa renda em fase de pré e pós-transplante, resultou, inicialmente, na mostra fotográfica “Doando Vida” que iniciou em Porto Alegre , assumiu um caráter itinerante e já visitou seis cidades, com o intuito de sensibilizar o maior número possível de pessoas em relação ao ato de doar órgãos e tecidos. Agora, o projeto se transforma em livro e é apresentado no formato 22x20cm, tem 120 páginas com 70 imagens em preto-e-branco que exibem momentos capturados no cotidiano dos hóspedes durante um convívio de seis meses entre fotógrafos e pacientes, dentro e fora da instituição. A renda obtida com a venda do livro – R$ 30,00 - será totalmente utilizada na manutenção da Pousada VIAVIDA.
O livro “Doando Vida” tem a coordenação editorial de Walter Karwatzki é apresentado aos leitores pelo médico e escritor Moacyr Scliar e contém textos de Maria Lucia Kruel Elbern, Claudia Cardoso, Rogério do Amaral Ribeiro, além de um depoimento do fotógrafo canadense Freeman Patterson, que é transplantado.
Doação e desafio nortearam o trabalho destes cinco voluntários. Para o curador do trabalho, o fotógrafo Rogério do Amaral Ribeiro, o resultado deste projeto de fotografia documental pode ser traduzido em duas palavras: técnica e sensibilidade.
Transcender a situação dos fotografados foi um grande desafio. Mas, fotografá-los, foi a maneira encontrada por Elda Franco para sensibilizar a sociedade sobre a importância que o gesto de doar pode causar na vida dessas pessoas. O livro, segundo Júlio Appel, traz mais do que retratos singelos que pretendem transmitir a esperança de milhares de pessoas que amam a vida e que anseiam pela fraternidade do homem. Para Maria Clara Adams, conhecer estas pessoas foi, acima de tudo, uma grande aprendizagem de vida. A convivência com os personagens fotografados e com seus familiares revelou, para Marta Morales, a linha tênue que une a vida à esperança, a dor à alegria e o sorriso ao sofrimento. Para Walter Karwatzki, lidar com o desconhecido, no caso, a questão da doação de órgãos e tecidos, foi um desafio maior do que os impostos pelo domínio das técnicas fotográficas.
Assim, o conjunto de imagens apresentadas no livro “Doando Vida” revela que vale a pena ser um doador, pois não se doa apenas um órgão, doa-se uma vida.